Marquês de Pombal – I

Na História de Portugal, é difícil encontrar figura tão polémica, tão idolatrada e ao mesmo tempo, tão odiada como a do Marquês de Pombal. 

Nasceu no dia 13 de Maio em Lisboa, filho de Manuel de Carvalho e Ataíde, capitão de cavalaria e fidalgo da Casa Real, e de Teresa Luísa de Mendonça de Melo, filha de João de Almeida e Melo, senhor dos morgadios dos Olivais e de Souto do Rei. É baptizado a 6 de Junho na igreja da freguesia das Mercês. 

A uma infância que a ausência de registos conclusivos indicia como tranquila e de uma adolescência sem factos assinaláveis, segue-se uma juventude agitada., O jovem Sebastião José que terá vivido desde a morte do seu pai até aos vinte anos, a expensas do tio, o arcipreste Paulo de Carvalho, passa grande parte da sua juventude em Soure (Coimbra), onde leva uma vida austera e de estudo, assimilando conhecimentos de História e noções de Direito. Na casa de Soure, reúne a Academia dos Ilustrados, tertúlia onde se discutem temas científicos e filosóficos. A figura tutelar é o 4.º Conde da Ericeira, que virá a dirigir a Real Academia da História. Sebastião José escuta avidamente as intervenções Julgando-se talhado para os labirintos da jurisprudência, Sebastião José estuda Leis na Universidade de Coimbra. Porém, o método académico desagrada-lhe e alista-se no Exército como cadete. Mas nem o estudo nem a disciplina militar domam o carácter turbulento de um jovem que prefere obedecer a leis ditadas pela sua vontade. Vai para a Corte. A falta de fontes históricas credíveis abre espaço para especulações, mas parece inegável o envolvimento de Sebastião José num bando de moços aristocratas que, à semelhança dos actuais skinheads ou de hooligans agitam a pacatez da capital com desacatos e comportamento transgressivo.

Imaturidade que terá ultrapassado. Nos salões da corte, o seu ar enérgico e boa figura conquistam a simpatia das damas. E por ele se apaixona Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almada.. Dado que a família da noiva não o considera suficientemente nobre e rico, rapta-a. Este casamento, de que não houve descendência, permite, no entanto, a integração de Sebastião José no círculo restrito da alta fidalguia. Teresa é dama da rainha Maria Ana de Áustria, e sobrinha do Conde dos Arcos. Casara com um primo de quem enviuvou. Os esposos vão viver para uma quinta que o futuro conde de Oeiras e marquês de Pombal possui em Soure, Seu tio, o arcipreste Paulo de Carvalho, apresenta-o ao cardeal Mota, ministro do rei D. João V, e por influência do cardeal é nomeado sócio da Academia Real de História Portuguesa,..

Em 1739 é enviado a Londres como ministro plenipotenciário, Aí recebe a notícia da morte de sua mulher, sofrendo profundo desgosto. Regressa a Lisboa em 1743. O desempenho em Londres credita-o, quando eclode um conflito entre a Áustria e a Santa Sé em que Portugal é eleito como medianeiro, para actuar em nome do governo português. E sana a discórdia entre o imperador Francisco I e o papa Bento XIV, lançando as bases de um tratado entre os dois estados. No decurso dessa missão diplomática, apaixona-se por Leonor Ernestina Eva Wolfanga Josefa, condessa de Daun, filha do Conde de Daun, gente da alta nobreza austríaca. Também desta vez a família da noiva põe dúvidas. Intervém a arquiduquesa e rainha de Portugal, Maria Ana de Áustria, afirmando que o pretendente é de nobre ascendência. O casamento, de que nascerão cinco filhos, realiza-se em 18 de Dezembro de 1745. 

Em 31 de Julho de 1750 morre D. João V. Sobe ao trono O seu filho D. José I. A rainha viúva, amiga da mulher de Sebastião José, sua dama de honor, insta com o novo soberano para que nomeie o ex-embaixador secretário de Estado dos negócios da guerra e estrangeiros. Assim se faz no dia 3 de Agosto. No dia 10, declara-se o terrível incêndio do Hospital de Todos os Santos. Este desastre põe à prova a energia e desembaraço de Sebastião José e a sua capacidade de resposta a situações difíceis. Depressa adquire no Conselho do rei uma grande influência. A sua inteligência e a prontidão com que assume as decisões, tornam-no numa figura dominante no órgão executivo do Estado.                                                     

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