Os Templários em Portugal – II – O Fim da Ordem

Com o passar do tempo, cada vez mais ricos e poderosos, os Templários estabeleceram  uma grande rede de influência na Europa. Entretanto, com a derrota da última Cruzada, quando os muçulmanos conquistaram a última cidade cristã na Terra Santa, o poder dos Templários  foi abalado. O rei da França, Felipe o Belo, descontente e endividado começou a persegui-los, já que  medidas anteriores como desvalorização da moeda entre 1290 a 1309, perseguição aos judeus tomando-lhes  bens e expulsando-os dos territórios franceses e confisco  dos bens dos banqueiros lombardos e de alguns de abades,  mostraram-se insuficientes.

Com graves problemas financeiros e tendo de recorrer a empréstimos junto aos templários para manter os negócios do seu reino, Filipe IV usou a sua influência sobre o Papa Clemente V, sob a sua dependência, para acabar com a ordem e confiscar todos os seus bens. Para isso pôs em andamento uma estratégia de descrédito, acusando-os de heresiaimoralidadesodomia e diversos outros crimes.

Na sexta-feira, dia 13 de outubro de 1307, centenas de cavaleiros templários por toda a França foram presos simultaneamente por agentes de Filipe o Belo e sujeitos a tortura para confessarem a heresia.

Em 1312, o papa francês extinguiu a ordem por uma bula, retirando a sua protecção e o seu estatuto eclesiástico. Em 1314, o último grão-mestre, Jacques de Molay, foi queimado na fogueira em Paris.

Só houve execuções em França, visto que os restantes países tiveram para com os templários uma outra consideração, apesar de nalguns casos os soberanos terem aproveitado para se apoderar dos seus bens. Assim, se em Inglaterra Eduardo II confiscou em proveito da Coroa todos os bens da Ordem, havendo um inquérito, mas sendo os acusados absolvidos, se na Itália houve reacções variáveis, desde Nápoles e o Piemonte onde foram perseguidos, até à Sicília, onde foram igualmente absolvidos, já na Alemanha o concílio de Mogúncia pronunciou-se pela inocência dos cavaleiros, sendo os seus bens, contudo, distribuídos pelos senhores feudais e pela Ordem dos Cavaleiros Teutónicos.

O certo é que mesmo com estes atributos de benevolência, a Ordem foi extinta. E em Portugal? O que se passou realmente? 

                         Ler parte I          Ler parte III

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